sábado, março 28, 2009

A roupa nova do Rei, a Linguagem e o Aprendizado!














Apenas para o Curiosos....



Tenho recebido elogios sobre a linguagem do blog.


Vou contar aquela fábula, “A roupa nova do Rei”, de uma forma como estivéssemos tomando um “cafézin” e um delícioso “pãozin” de queijo que acabara de sair do forno, por ai.


Foi feita uma roupa nova para o Rei, o tal alfaiate, tinha produzido uma fantástica roupa, mas uma roupa na qual somente os inteligentes poderiam ver. E nisso, foi se divulgado na cidade, que tal dia, seria o desfile da roupa nova do Rei, mas um aviso, essa fantástica roupa só poderiam ser visto pelos inteligentes.....



Pois bem, chegou o grande dia, a cidade estava ansiosa, para ver a tal roupa invisível, mas visível apenas para os inteligentes. Tocaram-se as trombetas, e foi anúnciado sua majestade. Quando o rei apresentou-se com a roupa invisível, todos olhavam admirados e falavam: ohhhh, que roupa magnífica, todos se cutuvam, e comentavam: você viu aquele detalhe, muito lindo mesmo......



ou seja, todos se achavam inteligentes, e quem se passaria por “não-inteligente” nessa situação? até que......


Um menino se infiltrou no meio da multidão, passou por todo mundo, e quando viu o rei, disse: Ohh o rei esta nú.


Pobre garoto, com suas palavra, com sua linguagem, acordou a multidão daquela fantasia feita de palavras, e viram o que de fato é: O Rei estava nú.....e todos começaram a gritar: O Rei está nú, o rei está nú.......e a “estória” continua.....


O que me chama atenção é que, aprendemos ou não, complicam-se ou descomplicam-se, tudo pelo uso da linguagem, dependendo da linguagem, entramos numa fantasia, num jogo de coisas difíceis, sendo que a coisa ta ali fácil, acessível de se ver e tocar.......



Pensem nisso “sax-brothers”

domingo, março 22, 2009

Modos gregos, II V I e a Estética.....




















Tentarei explicar de forma mais fácil e sem dar voltas ao mundo........


A base de qualquer escala é a escala maior, como vemos abaixo a escala de C:











Dentro dessa escala posso tirar outras “escalas”, no entanto sempre tenha em mente, todas se derivaram da escala maior, ou escala diatônica.

Por exemplo temos o famoso e espantoso modos gregos:

Jônio = 1º grau, ou 1 nota de uma escala

Dórico = 2º grau, ou 2º nota da escala

Frígio = 3º grau, ou 3º nota da escala

Lídio = 4º grau, ou 4º nota da escala

Mixolídio = 5º grau, ou 5º nota da escala

Eólio = 6º grau, ou 6º nota da escala

Lócrio e/ou meio diminuto = 7º grau, ou 7º nota



Perceba, que o Dórico, Frígio e as demais notas, só existem por causa da primeira nota da escala diatônica.

Ou seja, o Dórico da escala de C, é a escala de C tocada apartir do D, como vemos no exemplo abaixo:











Um garoto de São José dos Campos estava com dificuldade de entender o lance de II V I, porque estava estudando um método do saxofonista “X”, ensinando a tocar as pentatônicas do acorde.

Ou seja, pentatônica é um conjunto de 5 notas formado pela seguinte equação: 1º 2º 3º 5º 6º de uma escala, e/ou modo, no exemplo abaixo, mostrarei como extrair a pentatônica por modo, da cadência II V I de C.



Extraindo a Pentatônica de Dm7 = II da nossa cadência

















Extraindo a Pentatônica de G7 = o V de nossa cadência
















Extraindo a pentatônica de C = I de nossa cadência II V I

















Sincera e honestamente, acho bacana, mas isso um exercício para dificultar o objetivo que é tocar em toda sua amplitude.


É como se a janela estivesse embaçada, e eu querendo ver claramente o outro lado, um amigo limpasse apenas uma parte, mas dentro dele ele esconde a fórmula de desembaçar tudo de uma vez......


Apenas para os curiosos:


Daí o que é mais interessante, é que no fim do livro, o cara escreve: Todas as notas podem, tudo é uma questão de bom gosto........kkkkkkkkkkkkkkkk (desculpe-me a ironia)



Então o tal “livro” estava ensinando a praticar o improviso apenas com essas 5 notas, daí eu perguntei: Quer aumentar essas 5 notas para no mínimo 7 notas?

Ele respondeu: quero.


Basta pensar na escala fundamental, basta eu pensar assim:

De qual escala saiu o II V I ?


Por exemplo: se o II V I for, Dm7, G7 e C7+..... nessa seqüência de acordes, a fundamental estará sempre no I, ou seja, toda essa cadência de acorde saiu da escala diatônica de C, para ser ainda mais claro: todas as notas que compôes esses acordes, sairam da escala diatônica de C.


Daí ele falou: ahhhhhhh, agora ta tudo mais claro!!!


Daí disse que suas frases sairão mais livres, mas dentro, ou numa outra linguagem “Inside”, sem pensar na forma “brega” de frasear, que é ter que tocar a escala em si, por exemplo:

Ta lá o primeiro acorde: Dm7, daí vc toca a escala dórico, depois G7, vc terá que tocar o mixolídio, e assim não será um fraseado, mas sim uma “tocação”, um sobe desce escala danado.


Apenas para os curiosos:


O que eu ja vi de cara formado em faculdade, subindo e descendo escala, não to falando só de saxofone não, to falando de vários instrumentos. Tudo porque, fica se complicando e achando que o "modos gregos é o segrego para uma vida plena, então filosofemos sobre o modos gregos...



Então a minha humilde proposta, é que você ao olhar um conjunto de acordes, desvende da onde saíram aqueles acordes, verá que em vez de pensar em pentatônicas, de acorde por acorde, você terá muito mais liberdade no fraseado....


Mas......existe a questão da estética, do tipo:

Wagner, num acorde C7+ eu posso tocar e descansar no 4º= F?

Wagner, num acorde Dm7, eu posso parar e descansar no 6º=Bb?


Não vou ser irresponsável, que determinados estilo de música, existam algumas pequenas regras, e o grande lance, a questão do bom gosto.

Penso que na música Pop, existem essas pequenas regras sim, no entanto isso não quer dizer que não posso passar por elas, então se quiserem terem trabalhos com música "Pop", deve respeitar a ESTÉTICA da música.


Por isso que há, uma grande diferença de fraseado, de um saxofonista que estudou harmonia, e do que sabe apenas aplicar a pentatônica e copia frases de cds.

Esses ainda não foram na fonte de onde os fraseados surgem, o cara apenas se dedicou a copiar frases.


Vamos a exemplos de saxofonistas "Pop" americano, que mesmo havendo um lance de frases parecidas, mas quando fazem um fraseado mais difícil e bonito de se ouvir, cada qual tem sua particularidade, e as frases surgem bem diferentes.


Quando não se sabe ainda da “fonte”, do modo de aplicação, ficamos ouvindo as mesmas formas de tocar as mesmas pentatônicas, forever and never....


Não to julgando se é ruim ou não, porque às vezes o cara não teve acesso, ou preguiça de estudar, e sem falar no mercado de trabalho, que exigi apenas isso mesmo.


Só estou analisando a questão de um fraseado mais rico daqueles que querem ir mais além.



“Waleu” e até a próxima.



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sexta-feira, março 20, 2009

Uma nova linguagem???



















Ola “sax-brother”,



Me perguntaram: Porque “Assuntos saxofonísticos ao sabor de um bate-papo”?



Ora, eu tenho muita dificuldade em aceitar, uma linguagem na qual dificulta o que já é difícil no Brasil, que é tocar algum instrumento.


A música tem que ser inclusiva.


Criei esse blog, de forma como eu ensino aos meus alunos, para mostrar que existem outras formas de linguagem para o ensino, para o aprendizado.


O professor tem que ter o felling e adentrar na linguagem do interessado afim de ensinar e internalizar. Não como métodos que você toca determinada lição porque alguém do século passado, com a mentalidade daquela época escreveu....


O tempos mudam, a neurociência vem nos mostrando isso a cada dia.


Então tento transmitir dentro de uma linguagem mais prática, principalmente na incursão técnica....


Porque sem técnica não alçará vôos à liberdade da improvisação.


Por isso, que nesse espaço tento falar ou mostrar caminhos para improvisação de maneira mais prática do que pomposa.


Porque a sensação que tenho, é que os “pomposos” dão o ar de que é hiper-super-complicado improvisar e coisa e tal.


Realmente tem que ter pegada, disposição, mas com certeza da para falar sem dar volta ao mundo, ou fazer uma viagem ao tempo.


Sem falar que estamos numa outra época diferente da época que foi criado certos métodos de ensino músical, e que são famosos que estão em muitas lojas.



"Waleu"

quinta-feira, março 19, 2009

Vale bem ressaltar........






















Um sax-brother do orkut, Flávio, lembrou-me o que esqueci de comentar aqui no blog, sobre o último artigo, "Como expandir sua mente com o ciclo das quartas"!!

Eu mostrei apenas um caminho, exemplificando apenas os arpejos maiores 7+, podendo ser estudados com acordes: Menores, dominantes, aumentados, menores 7+ e etc....

O grande lance desse exercício não é o exercício em si, mas nas facilidades que ele te proporcionará técnicamente e na sua MENTE SAXOFONÍSTICA.

A TÉCNICA é a FERRAMENTA principal que sua CRIATIVIDADE usará para VOAR BEM LONGE!!!

Apenas para os curiosos:

Se você tocar apenas as tônicas usando o ciclo das quartas, formará o famoso ciclo dodecafônico......rssr

"Waleu" pela presença, e continuem me mandando e-mails.......

e-mail: wagner.barbosa@yahoo.com.br

aulas pelo skype, é só me procurar como: wagnerbarbosasax

Inté

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Como expandir sua mente saxofonística com o ciclos das 4º quartas.






Para você que não leu ainda, procure o artigo aqui no blog: Um bate-papo com o saxbrothers João Pipe, esclarecimento para você que não sabe sobre o ciclo das quartas.


Acontece muito um engessamento no modo de tocar, e para os saxofonistas iniciantes no mundo da improvisação algumas limitações na hora de tocar músicas com diferentes tons, e consecutivamente diferentes digitações.


Também acontece de não ser nem limitação técnica, mas uma falta de treino mental, ou seja, ele sabe tocar todos os tons, mas na hora da música, na que os acordes vão aparecendo, o pensamento não acompanha, e se o cérebro não mandar informação, o dedo não vai, certo?


Pensando nesse “desalinhamento” entre técnica e pensamento, vai um exercícios que possibilitará você corrigir sua mente, e treinar sua mente saxofonística, usando o famoso ciclo de quartas. Como no relógio abaixo, que vamos usa-lo de forma anti-horário.



Vamos usar o padrão de arpejos maiores 7+.























Veja que iniciei pelo C7+, depois que você repetir, tente tocar sem olhar, porque a intenção é essa, é tentar memorizar, no começo pode haver uma demora em tocar de um arpejo para outro, porque você precisará pensar, qual é será o próximo arpejo....


Até atingir o primeiro objetivo de tocar do início ao fim sem parar.


O próximo passo será começar pela segundo tom anti-horário do nosso relógio dos ciclos, o F.






















Agora compare, os 2 exercícios, que eu toquei as mesmas notas, mas em regiões diferentes, o que isso significa?

Isso levará o seu cérebro e consecutivamente digitação/técnica a váriar ns possibilidades e caminhos diferentes sobre a mesma coisa. Em diversas matérias que você pode encontrar na internet, sobre um melhor aprendizado, é levar a sua mente a criar caminhos criativos sobre a mesma coisa. Com certeza isso ajudará na hora do improviso, e no aumento do teu nível técnico.


Para os curiosos:


Lembrei-me de quando um professor me passou essa lição, eu não entendi muito o que era para executar (risos), e estudei da mesma forma como estou abordando aqui, estudei por todos os tons individualmente, ou seja passei pelos mesmo tons, porém em regiões diferentes, isso me levou vários e vários dias. Quando chegou na aula, comecei a tocar esses arpejos, terminando a primeira seqüência falei, agora vou começar pelo F, daí ele falou: como assim?


E continuo dizendo:


Você entendeu como é bom estudar o ciclo de quartas.....(óbviamente que os ciclo das quartas tem muitas outras implicações e aplicações, servindo-nos como uma equação)


Mas “errôneamente” na minha mente eu entendi que o que valia era o início, se eu comecei em C, o mesmo ciclo não valeria se eu começasse pelo F. Ou seja, eu seria obrigado a tocar os mesmo arpejos mas em regiões diferentes.


Mais uma vez sem saber, “estudei além da conta”.....


Mas isso implícitamente, condicionou minha mente a criar uma enorme variedade de caminhos mentais e técnicos.


Quando comecei a estudar Giant Steps, entendi o caminho harmônico e as difentes tonalidades que acontecem nesse tema, tive o desafio apenas da criatividade do fraseado, mas técnicamente não tive problemas.


Fica ai o desafio pra você, a expandir sua mente, e tocar esses arpejos em seqüências e regiões diferentes.


CONTATOS:


Para aulas pela net, é só me adicionar no Skype: wagnerbarbosasax (tudo junto)


visite: www.myspace.com/wagnerbarbosax

segunda-feira, outubro 20, 2008

Um amigo, Saxofone e a Morte













Messias, gente boníssima, conheci e conheço poucas pessoas como ele, coração como se fosse a arca de noé, todos vivem ali, homens e bichos, numa enorme fraternidade.

Lembro-me bem como o conheci, foi numa tarde de domingo, o Andrézin me ligou, e disse: Wagninho você precisa conhecer um camarada, o cara é muito gente boa, faz tempo que quero te apresentar, mas devido a correria, sabe como é, já falei de você para ele, lembra daquela fita que tem o show do Michael Brecker no Brasil? Eu respondi: claro que lembro. O Andrézin continuou: então cara, essa fita é dele.

Não estava fazendo nada naquela tarde, daí fomos lá.

Uma tarde que marcou, o cara me recebeu em sua casa, como se fossemos amigos há muito tempo, logo nos ofereceu um caldo de mocotó, e contando várias “estórias”, colocando suas músicas de baladas dos anos 80, e começamos a tomar várias cervejas, na celebração de seus momentos em sua juventude, logo que surgia um solo de saxofone no meio do som que estavamos ouvindo, puxa vida, a alegria dele era contagiante.

E o papo era demais, Andrézin, João (irmão do Andrezin) e eu, sentiamos moradores de sua humilde casa, na periferia de Sampa, mas para nós, sentiamos estar no banquete dos céus, uma comunhão regada ao molho de muita alegria, sucos de uma variedade de risadas, sobremesa com felicidade e simplicidade, com aquela cobertura de música e granulados de solos de saxofone, tudo que o fazia feliz.

Que tarde, não gosto muito de cerveja, mas nunca uma cerveja foi tão boa.

Daí, começamos a conversar sobre saxofone, e ele tirou seu sax tenor L.A azul, mas é daquele “azul cheguei”, Meu Deeeus.......

Pedi para tocar alguma coisa, mas fazia anos que ele não tocava, palhetas já envelhecidas, mas conseguiu tocar, tocou o que gostava. E cada vez me entusiasmava mais com o Messias, o tempo se quer fazia efeito, nós queríamos era ficar naquele palácio de amizade, naquele momento de contentamento.

Depois que tocou, ele perguntou se eu conhecia o Michael Brecker, eu disse que sim.

O cara era uma figura de simplicidade que disse: O cara é tão rápido, tão bom que chega a ser chato.

Estávamos bebendo tanto, que depois dessa frase, fomos possuídos pela crise do riso (como queria me deitar com essa crise novamente..rs), nós não conseguíamos parar de rir, minha barriga começou a doer, o Andrézin caiu no chão de tanta risada, o João já estava mais pra lá do que pra cá, que foi pro banheiro, o Messias tb ria demais.....
No fim desse encontro com esse novo amigo, voltamos para casa alterados pela cerveja encantada produzida na Fábrica-lar do Messias. Saímos de lá com o próximo encontro marcado. Que nunca mais aconteceu, devido a vida louca de Sampa. Mas sempre comentávamos, puxa precisamos ir ao messias de novo, mas dessa vez, vamos levar o Lazin.

Sempre ficávamos falando para o Lazin sobre o Messias, e contávamos e recontávamos essa “estória”.

No último mês soubemos da notícia de sua súbita doença, e que ele estava na U.T.I, e logo fomos visita-lo.

Ele já estava respirando por aparelhos, mas consciente, e quando entramos no quarto, tivemos um choque, porque ele queria falar com a gente, mas não conseguia, e seu esforço era espantoso, e nós o acalmávamos, brincamos um pouquinho com ele, ao saírmos do hospital, estávamos chocados, pq ali estava um irmão em apuros, Andrézin e eu, queríamos chorar porque era como se fosse parte de nós ali.

Hoje, dia 18 de outubro, de 2008, recebi a notícia de seu falecimento, a primeira sensação, foi de que minha vida ficou menos alegre, porém aliviado de sua dor e com a certeza de que logo quando vamos nos encontrar, e sentar no banquete dos céus e beber novamente e rir muito.

Recebi esse texto do Miguel, escrito por C.S Lewis sobre perder um amigo:

“Lamb diz em algum lugar que se dentre três amigos (A, B e C) , A morresse, então B perde não só A mas também a “parte de A em C”, enquanto C perde não A mas “a parte de A em B”. Em cada um de meus amigos existe algo que somente um outro amigo pode trazer plenamente à tona. Por mim mesmo não sou grande o bastante para fazer com que o homem:

total entre em atividade. Quero outras luzes além da minha para mostrar todas as suas facetas. Agora que Carlos morreu, jamais verei de novo a reação de Ronaldo a uma brincadeira especial de Carolina.

Longe de ter mais de Ronaldo, de tê-lo “ para mim mesmo ” agora que Carlos se ausentou, tenho menos de Ronaldo. Assim sendo, a verdadeira Amizade é o menos ciumento dos amores. Dois amigos ficam contentes quando chega um terceiro e três quando o quarto se reúne a eles, basta que o recém-chegado tenha as necessárias qualificações para tornar- se um verdadeiro amigo.

Eles podem dizer, como as almas abençoadas dizem em Dante: “Está chegando alguém que vai ampliar o nosso amor ”. Pois neste tipo de amor “dividir não é remover”. A escassez de almas afins (para não mencionar as considerações práticas sobre o tamanho dos aposentos e a audibilidade das vozes) naturalmente estabelece limites para a ampliação do circulo; mas dentro desses limites possuímos cada amigo mais e não menos, à medida que aumenta o número daqueles com quem o partilhamos. A Amizade manifesta nisto uma gloriosa “proximidade por semelhança” ao próprio céu onde a multidão dos benditos (que homem algum pode contar) aumenta a fruição que cada um tem de Deus.

Pois cada alma, vendo-o à sua maneira, sem dúvida comunica a todos os restantes essa visão singular.
Essa a razão, conforme um velho autor, por que os serafins na visão de Isaías clamam: “Santo, Santo, Santo” uns para os outros ( Isaías 6: 3).

Quanto mais então dividirmos o Pão Celestial entre nós, tanto mais teremos.”

Essa foi minha amizade com o Messias, e quando todos nós nos reunirmos no banquete dos céus, direi a todos vocês: Esse é o José Messias de quem falei tanto, e que virou “estória”.

sexta-feira, agosto 22, 2008

Tarefa difícil.....





Desculpem, mas hoje não vou postar exercícios, quero apenas compartilhar.......


Realmente é uma tarefa dificil escrever, mas escrever e mostrar ângulos diferentes é um desafio, ainda mais nessa era da informação clara demais.


Quando a coisa está clara demais, acontece que, não surge o desejo de traçar novos caminhos, ou seja, está tudo pronto, é só chegarmos e copiarmos.


As partituras estão todas aí, com os segredos todos “desvendados” pela era da informação clara demais.


Se está tudo claro demais, surge a satisfação, o dever está cumprido. Cumprido quando, "descobrimos" as técnicas “breckianas”, e o “meu desejo” é logo saciado por fazer igual, então não vou mais além, porque a meta ja foi alcançada.


Os mais tradicionais, “adoram” a era do fraseado bebop, e tem um preconceito com outra linguagem.


Quando disse adorar, disse com uma conotação religiosa mesmo, pq erguem-se altares, para uma linguagem e única, essa linguagem e única é o conceito de que “tal” estilo é “O MELHOR ESTILO MÚSICAL”, e fazem dessa linguagem um “deus”. E o que é diferente desse “deus”, é coisa ruim, não presta. Ou seja, outros estilos músicais, ou melhor, de expressões da multi-linguagem músical, é tido como se fossem do capeta!!!


E nessa desordem psicológica-músical, a frase que os move, no fundo no fundo, é a seguinte:


Não suportarás o existir da arte do seu próximo.


É de ficar maluco, quando surgem aquelas frases, a música é espiritual, ainda cita os ícones do jazz, para justificar sua busca a essa musicalidade espiritual.


Mas é uma espiritualidade que não respeita o gosto do próximo. Uma arte assim, é inócua e vázia.

A liberdade da CRIA-ATIVIDADE, nunca baterá na portas desses.


Outro dia ouvi uma frase que explica a medíocridade, ou melhor, a revelação de que a criatividade não faz morada ali, foi mais ou menos assim:


“ O “fulano de tal” falou, que muito cara não faz condução de jazz no baixo, o que esse “Organista” faz com a mão direita.”


Como se o fato de dizer que o “fulano de tal” precisasse falar para validar o que ele já sentiu, mas se o “fulano de tal” não falasse, acho que ele desconfiaria do seu sentimento, ou na pior das hipóteses para querer justificar sua opinião pra mim.


O meu silêncio é a minha “concord-ÂNSIA”.


Isto porque está tudo claro, se está tudo claro não há nada de novo, e isso vai permeiando a psicologia-músical dos dias de hoje:

Falta de humildade, porque está tudo claro, “está tudo aí”, “eu sei tudo”, “sei o que é bom e o que é ruim”.


Quando está tudo claro, está tudo concluído, o educador-escritor-psicanalista Rubem Alves, em seu livro “Lições de feitiçaria”, mais ou menos assim: A Conclusão faz parar o pensamento....


Ou seja, Se eu conclui, pra que ficar pensando mais no assunto?


Desculpem se estou tomando tempo, mas compartilhar sempre é bom.....


Pensem nisso:

Não tenham na clareza da informação-conclusão dos dias de hoje, como a meta a ser alcançada, se não, estaremos apenas entrando, no caminho da morte da LIBERDADE e da CRIA-ATIVDADE.


quarta-feira, dezembro 26, 2007

Um bate-papo com o saxbrother João Pipe, e a "saxgirl" Patrícia ....parte 1


João Pipe:

"olá wagner venho lendo muito seu blog,,também ja vi vc tocar co o pixinga.parabéns,,então na matéria sobre matematica que vc escreveu entendi assim se tenho uma escala de E7+ faço o arpejo 1357 e depois saio da outra terça( no caso na terça ab)???"


É exatamente isso. O próximo arpejo sairia da terça. Depois sairia da quinta, e assim sucessivamente.



Patrícia e João:


O Ciclo das quintas nos ajuda a passar pelos 12 tons, numa forma crescente de acidentes (sustenidos e bemóis) a cada escala que toco, vai surgindo apenas “1” acidente diferente. É como aprender e executar um sustenido ou bemol diferente, de cada vez.


Exemplo:


Começaremos pelo C. Depois que tocarmos todos os exercícios que estamos aprendendo aqui no blog, e os mais que você tenha aprendido e criado. Podemos perguntar o seguinte: Qual a próxima escala que devo abordar?

Daí entra o ciclo das quintas. Se eu já estudei o que sei na escala de C, então estudarei a quinta de C, Qual é a quinta nota de C Wagner? Justamente o G.


Qual a diferença entre a escala de C para a escala de G?

Apenas uma nota.


Na escala de C todas as notas são naturais, enquanto na escala de G existe 1 sustenido, o F#.



Depois que estudar vc tocar os exercícios da escala de G, parto para a próxima escala. É nessa hora “a próxima escala”, que uso o ciclo das quintas como orientação. Por isso esse desenho abaixo na forma de um relógio.





Aí sigo para a escala seguinte. Qual a 5º nota de G Wagner? o D, e assim siga esse nosso relógio como orientação para tocar os 12 tons.



Veja que é uma forma didática bem interessante, principalmente para iniciantes.


Espero ter esclarecido o lance do famoso: "O Ciclo das 5º quintas" (rsss..)

domingo, dezembro 16, 2007

"saxbrothers"

Oi João Pipe e Patrícia.......

Tenham um pouquinho de paciência, que nesses últimos dias, tenho trabalhado bastante, mas não esqueci de vocês não. Nessa semana, postarei as respostas.

E "Wa-leu" pela presença de vocês no blog, isso me incentiva a continuar escrevendo, e postando novas matérias.

Patrícia, sou de São Paulo. Leciono aulas particulares, e também aulas via net, se tiver msn, me adicione:

wagner_barbosa_sax@hotmail.com


Até mais "saxbrothers"