terça-feira, fevereiro 02, 2010

Autumn Leaves parte 2






Para quem não leu e e para quem leu a primeira parte dessa matéria, recomendo que leia novamente.




Afim de, sintonizar a mente na linguagem dessa matéria e seu propósito, que basicamente é incluir, aqueles que tem ainda a harmonia como uma língua estranha, ou mesmo um lugar estranho.





e quem sabe tirar essa “deidade” do monte olimpo





e fazer andar sobre os mortais.




Não me alongando muito, tendo em mente que todos re-leram a primeira parte, então vamos la...



Temos o B7 como o primeiro acorde, vamos monta-lo e desvendar sua escala


Bom esse é um tipo de acorde que, no lugar que ele está, prestes a resolver a primeira parte da música em Em7. Acontece ai uma sequência de acordes que chamamos de cadência, nesse caso como a música é menor, falamos de cadência menor de 2-5-1 ( II V I )

Como assim Wagner 2-5-1, que lance é esse?



relembrando Lembram que o último acorde antes de entrar na casa 1 é o F#m7 b5, seguindo o primeiro acorde da casa 1 é o B7 e resolve no Em7.


Uai Wagner, como que a música resolve em Em7 e vc na primeira parte escreveu que a música está em G, que papo é esse Wagner?!



Simples e fácil, parece que um visitante do blog se adiantou ansiosamente e fez um comentário na matéria anterior, sobre essa questão do maior e menor...


Tudo tem sua hora, e para aqueles que não entendem, não adianta explicar o que é o menor, sem antes saber o que é o maior, ok?


No exemplo abaixo, montarei a escala de G apartir do E, sabem aquele papo de relativa que alguém falou pra vc em alguma aula, e fez vc decorar e recitar como uma tabuada, exemplo:

Qual a relativa menor de C maior?

Aí, vc como numa aula de matemática da 3 série, responde Am

Qual a relativa menor de G maior?

Aí vc responde de forma decorada Em, e assim vai...

Bom se alguém passou por isso, bem vindo ao clube, pq eu tb passei por isso nos primeiros anos de estudo de sax.




Agora veremos a praticidade dessa questão.

Porque, que a relativa menor de G maior é E menor?

Simples e fácil, as notas da escala de Em são as mesmas das notas da escala maior de G.



Para facilitar a matemática da mente, pensem na escala de G tocada apatir de E, se você fizer a equação de montar acorde (Tônica – 3º- 5º - 7º ), verá que esse E é menor, ok?

Em7



Fácil neh?!


É Sempre pensar numa escala maior, apartir de outro ângulo que básicamente sempre da certo, ok?


e onde está o 2-5-1?

Como falei, essa cadência se desenvolve por toda a música, mas aqui nessa caso próximo da resolução da primeira parte, fica mais claro de explicar



No desenho acima o F#m7 b5, Se temos que as notas da escala de Em seja igual a de G maior, logo a formação de acordes será perfeitamente igual, se olharmos a escala de G apartir do E, e o Esendo a primeira nota, logo o F# surge como a 2 segunda nota, seguindo essa mesma lógica se o E é a primeira, e o F# é a segunda, logo o B será nossa 5 quinta nota, como vemos no exemplo abaixo:


Agora vamos voltar ao B7, que ainda não falamos, pensando no Em7 como resolução, pensando só na nota vemos que o B é a 5ºquinta nota da escala de Em como vemos no exemplo abaixo:



Ao acharmos a 5º nota, pegamos a equação de Tônica- 3º-5º-7 e saber qual será o acorde, bom nesse caso o compositor de autumn leaves optou por algumas alterações nas notas desse acorde, ao invés de ser



O autor optou por:



Como vc ja percebeu, que esse acorde tem algumas notas que não fazem parte da escala de G maior ou de sua relativa Em.


Vemos também na imagem abaixo da casa 1, que na melodia o C# tb não fazem parte da escala de G, ok?



Mas de qual escala foi tirado esse acorde?

Bom, podemos pensar em algumas sugestões, mas para não complicar, juntando a escala que estamos trabalhando (G) e fazer as alterações que apareceram tanto na melodia como no acorde de B7, surge a escala de E menor melódica, tocada apartir do próprio B como vemos abaixo.


Em7+ = Emenor melódico

Emenor melódico tocado apartir de B


Veja que aproveitei na imagem acima e ja extrai o acorde de B7.


Para quem não sabe, a diferença da menor melódica para uma escala maior é que apenas o 3º grau fica menor, a sétima mantém maior. Sem segredos, para quem vem acompanho o blog, e sabe a diferença entre maior e menor. Para quem não sabe vide a primeira parte dessa matéria.








Aulas via skype:



meu endereço no skype: wagnerbarbosasax

msn: wagner_barbosa_sax@hotmail.com



Ab sus


Waleu e até logo



segunda-feira, janeiro 11, 2010

Boas notícias parte 2




Antes de tudo gostaria de desejar um bom ano de 2010 a todos que visitam o blog e para os que não visitam tb...rs.


Que vocês possam sempre sentir a presença de Deus em todas dimensões da vida, faço uso das palavras do teólogo Leonardo Boff, quase que minha regra de fé



"Aquele que experimentou Deus penetrou o reino da mística. A mística não assenta sobre o extraordinário, mas é a transfiguração do ordinário. O místico é aquele que se faz sensível ao outro lado da realidade. É aquele que capta o mistério (de mistério vem a mística) que se revela e vela em cada ser e em cada evento da história pessoal e coletiva.
E o capta porque aprendeu a ser sensível ao invisível aos olhos, mas sensível ao coração atento. Por isso, o verdadeiro místico não tem segredos a contar ou confidência a fazer. Ele vê Deus em todas as coisas enquanto está sempre em busca de um Deus sempre maior do que Aquele que ele já encontrou. Porque Deus perpassa toda a realidade, pode por isso ser percebido e experimentado nas diferentes situações da vida e em cada detalhe da vida pessoal e do Universo..."




Saxofone e os novos caminhos para sua digitação


Meu método está em fase final, passando por uma correção ortográfica, espero finalizar em breve.


Está sendo editado por meu amigo e super guitarrista com um coração do tamanho do Brasil.

http://www.myspace.com/gutoandrade

E com o prefácio escrito pelo super saxofonista e músico, Vinícius Dorin:



http://www.youtube.com/watch?v=oNRX383ZOC0


www.myspace.com/viniciusdorin

Um dos meus saxofonista, músicos e compositor predileto, principalmente sabendo que é uma pessoa fantástica, e sua genialidade com a música brasileira, para quem não tem, procure adquiri seu 1º cd, REVOADA. Simplesmente fantástico!!!


Estou gravando no cd do Martin Schaberl, um guitarrista austríaco, cd que será lançado na Europa, bossa e samba.


Espero ainda ter um pouquinho de tempo essa semana para postar a 2º parte da matéria de Autumn Leaves. Ta meio corrido, mas vou tentar.

E teremos algumas entrevistas de certa forma informal, com talvez 3 músicos, falando sobre sua forma de pensar ao tocar.


Acho importante sabermos mentalizar, canalizar nossos pensamentos. O estado pscológico influência muito nossa forma de tocar, seja para liberar o processo criativo, ou mesmo o processo de áudio-cópia, reproduzindo as frases dos músicos que vcs mais gostam. eu tento caminhar pelo processo cria-ATIVO.


Tentarei fazer uma entrevista diferente, fugir da formalidade, ok?



quarta-feira, novembro 11, 2009

Desvendando os mistérios dos acordes e suas escalas e quem sabe mais o que em Autumn Leaves part 1/2


















Ando lendo e sentindo que “esse lance de acordes e escalas”, ou seja, os Modos Gregos” ainda é um assombro.



Como sempre li grandes pensadores, não é difícil ter o faro e analisar onde começa essa dificuldade coletiva entre o saxofonistas, e músicos de sopro em geral.


Minha analise e crítica sobre o assunto começa na mudança do tempo, no objetivo, e MÉTODOS PARA SAXOFONE.


A maioria dos famosos MÉTODOS PARA SAXOFONE, foram escritos há mais de 50 anos atrás!!!



Tais Métodos eram bem famosos entre os maestros nas igrejas evangélicas, principalmente porque apenas queríamos o instrumento para tocar na orquestra da igreja, banda marcial da cidade, então você estudava e lia as lições desses métodos, para ficar apto a ler as partituras, na orquestra, banda e etc, é ou não é?


Poucos tinham o acesso ao conhecimento para improvisar, ou professores que ensinavam a arte do improviso.


Poucos se interessavam por acharem algo muito distante, sem funcionalidade na igreja, ou até mesmo porque não tinham acesso a essa gama de informações, um ou outro, tinha uma fita do Charlie Parker, David Sanborn, Michael Brecker então era coisa rara!!!


Hoje com a explosão dos grupos de louvores em igrejas evangélicas, católicas, começaram a surgir o interesse para o improviso, e daí o conflito de “O que estudar se o que ouço e quero tocar, não tem nada haver com os MÉTODOS PARA SAXOFONE CONVENCIONAIS”?


Essa pequeníssima análise, para não ser extenso, quem sabe uma outra hora, penso que, tais MÉTODOS PARA SAXOFONE, se tornam DE CERTA forma obsoletos.


Na minha humilde opinião, o principal motivo, é por não ter uma conscientização harmônica.


Você lê, lê, lê, lê e ufa e lê, a grande maioria não sabe onde aplicar, e/ou sua praticidade!!!


Alguns de vocês podem não concordar, e poderíamos pensar o seguinte:


Ora Wagner, o que você está falando tem até sua lógica, mas porque métodos como esses foram receitados por alguns grandes saxofonistas do passado e também estudados por eles?


Posso te responder também da seguinte maneira:


De cada 100 estudante, se apenas 10 conseguem ter êxito, e chegar ao conhecimento pleno. Diria que ainda tais métodos que conseguem apenas 10% de êxito, ainda sim eu não aconselharia.


Mas nem tudo está perdido, apenas desconectado!!!!


Depois dessa introdução e análise crítica espero que essa matéria possa CLAREAR sua mente.


Escolhi o Autumn Leaves, um tema super simples para aprendermos a enxergar os acordes, sua escala e propor alguns exercícios.





Vemos acima no primeiro círculo apontando que a música está na tonalidade de G.


Depois apartir do 2º compasso começam a surgir os acordes, Am7, D7, G7+ , C7+, F#m7 5b (ou F# meio-diminuto) por enquanto até ai.


Percebam que a melodia está dentro da escala de G, ok?


E o que são esses acordes?


Esses acordes são formados dentro da própria escala de G, e como fazemos isso?


Vemos que numeramos a escala, para adentrarmos a linguagem da Harmonia, e como monta-se um acorde?


Super simples, é como uma equação:


Tônica – 3º - 5º - 7º, se olharmos acima, as notas que estão marcadas como T – 3º - 5º - 7º, são:




Então separei apenas as 4 notas, como funciona isso?


Como saxofone não pode tocar 4 notas de uma vez, todas juntas.


É só pensar da seguinte forma, o tecladista, e guitarrista podem tocar mais de uma nota por vez, então ele tocando essas 4 notas todas juntas, vai soar isso que chamamos de Acorde. Abaixo a escrita correta.


Por isso a importância de saber o que o tecladista está tocando, para que nós saxofonistas, possamos tocar dentro de cada acorde.


Vemos que o primeiro Acorde de Autumn Leaves, é o tal do Am7, como disse acima, são acordes que estão dentro das notas da escala de G.


O A é a segunda nota da escala de G:




Então acima vemos a escala de G, vista apartir do A, que é a 2º nota, ok?


Vamos então usar aquela nossa equação de Tônica – 3º - 5º - 7º, para formar o acorde?


Esse é um Am7


E porque o A é menor e não maior Wagner?


Bom, o acorde para ser maior ou menor, é decidido pela 3º terça Então para saber se o acorde é maior ou não, sempre temos que comparar com a escala Maior da própria nota, nesse caso seria o A.




Para ser direto:



O menor faz com que a Nota desça meio tom, foi o que aconteceu nesse Am7, a terça na escala Maior de A é C#, e como estamos compondo o Acorde com as notas da estala de G, o C na escala de G é natural, portanto a diferença entre elas é de ½ tom.


E se não tiver diferença, quando eu comparar as notas?


Então a nota será Maior.


Viu como é simples, sempre temos que comparar, as notas da escala Maior da própria nota, com as notas da escala que se está montando o acorde.


Vamos então ao 2º Acorde de Autumn Leaves, D7:


Esse acorde também faz parte da escala de G, ou seja, é a escala de G, começando apartir do D,




Vamos então pegar nossa equação de Tº - 3º - 5º - 7º e montar o acorde e saber se é maior ou menor, e analisar a 7º sétima também.


Agora vamos saber se é maior ou menor, e vamos analisar a 7º tb.






Esse acorde chama-se D maior com sétima, ou apenas D7 (quando digo apenas 7, já significa que a 7º é menor). Aprendendo ao “sabor de um bate-papo”.




Simples neh?!


Apenas para os curiosos


Agora você já está apredendo como e o que o pianista ta tocando, quando toca todas aquelas notas juntas, só que temos uma vantagem, de forma básica o pianista só está tocando 4 notas diferentes, nós podemos passear pelas 7 notas, tocando à vontade (isso é improvisação, importante sempre respeitar as notas do acorde ao terminar uma frase..sr.sr.)


Seguindo nossa analise em Autumn leaves, o 3º acorde, não precisamos analisar que já é o G7+, que é a própria escala de G.


O 4º Acorde, é um C7+ que também faz parte da escala de G:




Para não esquecermos, é a escala de G, tocada apartir de C, agora vamos comparar para ver se esse C é maior ou menor:




Como podemos ver, não tem diferença entre as 3º terças e 7º , portanto esse C é um C7+ (ou C maior 7+, quando dizemos 7+ quer dizer que a sétima é maior, ok?)


Agora vamos para o 5º Acorde, F#m7 5b, ou F# que fala-se, F# meio-dimunuto.




Ou seja, é a escala de G, tocada a apartir da sua 7º sétima nota, o F#.


Montando o acorde: